Dizer que o mundo não é mais o mesmo virou clichê. O ritmo da mudança nos últimos 10 anos é realmente impressionante! A maneira como as pessoas se comunicam é totalmente diferente, bem como a forma como se aprende. É fato que uma profunda mudança de valores e normas está em andamento, principalmente quando olhamos para o mundo dos negócios. E a pandemia só fez acelerar esse processo.

Em uma economia direcionada para serviços mais do que para produtos, pessoas com as habilidades certas são ainda mais essenciais. 

As organizações também estão bem diferentes. Elas são muito mais flats, menos hierarquizadas, são descentralizadas, fluídas, e a palavra de ordem é agilidade. Elas são ecossistemas que interagem e se utilizam do know how existente do lado de fora, com mais intensidade e facilidade, montando times multidisciplinares, trabalhando em redes de competências. Há uma crescente importância nessas redes, sejam elas formais ou informais, para dividir conhecimento e expertise na resolução de problemas dentro das empresas. 

Assim cada vez mais as empresas buscam colaboradores capazes de ter uma performance diferenciada, de serem flexíveis, de terem a capacidade de se alternar em papéis e responsabilidades diferentes de acordo com o projeto, além de criticar os modelos existentes buscando aumentar a produtividade. Inovação passou a ser a palavra de ordem.

O avanço da tecnologia, a velocidade e volatilidade da mudança torna tudo mais complexo. E não é diferente com a aquisição de talentos.

Uma pesquisa recente realizada pela consultoria Mc Kinsey (The social economy: Unlocking value and productivity through social technologies), cita que 82% de 500 executivos entrevistados, representantes das empresas top da Fortune, não acreditam que suas empresas recrutam os candidatos de alto talento, e que este pode ser um limitador para o alcance dos resultados da organização.

Mas afinal de contas, o que é talento? Este pode ser definido como algo “natural” da pessoa, que deve ser usado para reforçar seus resultados. As habilidades que estão associadas ao talento, podem ser alinhadas tanto as demandas de sua posição atual quanto futura. Quando se tem esse alinhamento se tem um grau diferenciado de desempenho, facilmente percebido. Resumindo o talento é diretamente responsável pela capacidade do colaborador ter o chamado alto desempenho.

Por isso cada vez mais as Organizações procuram identificar em seus processos seletivos os chamados soft skills. Elas já aprenderam que contratar alguém pelo curriculum não é suficiente, porque o que faz com que as pessoas cresçam, ou muitas vezes pelo contrário sejam desligadas de suas funções são suas atitudes. No mundo corporativo os chamados “soft skills” quase sempre se sobrepõe a “hard skills”.

Mas vamos com calma porque são vários os termos utilizados, que sim são semelhantes, mas tem suas diferenças.

O conceito mais utilizado é o de competências. Competência é a integração e coordenação de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA) que, na sua manifestação, produzem uma atuação diferenciada, onde:

  • Conhecimento é o SABER que se tem a respeito de algum assunto e que é utilizado no exercício de uma função.
  • Habilidade é o SABER FAZER; refere-se à capacidade de utilizar os conhecimentos de modo efetivo e imediato na execução de uma tarefa.
  • Atitude é o QUERER; refere-se a maneira como a pessoa se comporta frente à uma situação.

Os três tem que funcionar de modo integrado e coordenado. Se você, por exemplo, quer fazer algo que não sabe fazer, você não consegue. Mas se você quer fazer algo que não sabe, você pode até fazer. Uma grande besteira. Já a habilidade é a capacidade de transformar conhecimento em ação e que resulta no desempenho desejado.

Competências são, portanto, os novos fundamentos da geração de valor competitivo.

Mais recentemente o termo soft skills vem ganhando muita importância. Nossa quanta confusão!!! É habilidades, soft skills e competências, ufa!!! A diferença entre esses conceitos é bem sutil.

Competências, como vimos, é o conjunto integrado de conhecimento, habilidade e atitude, que na sua manifestação integrada produzem uma atuação diferenciada. Habilidade é a capacidade de transformar um conhecimento em ação, é o saber fazer.

Já soft skills são habilidades específicas, comportamentais, subjetivas, difíceis de avaliar e que envolvem as dimensões emocional e social. Elas são oriundas da experiência, cultura, criação e educação de cada pessoa, do repertório de cada indivíduo, tem a ver com sua história.

Independente da categoria, sem dúvida essas são características bem mais complexas de serem avaliadas do que conhecimentos técnicos, que são mais rápidas e fáceis de serem avaliadas, bem como desenvolvidas.

Mas apesar dessa dificuldade é atrás disso que as empresas estão atrás. Elas buscam conhecer os skills críticos necessários para as entregas de hoje e do futuro. Elas querem saber qual é o fit de seus candidatos com sua missão, com seus valores, com sua cultura organizacional. Pessoas e organizações, como em qualquer relação bem-sucedida, têm que dar match.

Sendo assim os processos seletivos cada vez se direcionam mais para análise dos soft skills, ou seja, as características de comportamento dos candidatos cada vez são mais importantes e serão intensamente avaliadas com testes e entrevistas com metodologias específicas para essa finalidade.

É fato que a identificação dessas características é bem mais difícil, mas o investimento das empresas é sim na busca de métodos e instrumentos que as auxiliem nesse sentido, pois o custo de só descobrir essas questões após a contratação é muito maior.

A capacidade técnica não perdeu a importância, é fundamental que as pessoas continuem a aprender, de modo contínuo e imersivo, com métodos formais ou informais. Porém somente o conhecimento não é mais suficiente. Cada vez mais o comportamento é valorizado. Porque, como dito anteriormente, são as atitudes que fazem com que as pessoas cresçam e evoluam em suas carreiras. 

Invista no autoconhecimento, entenda quais são seus pontos fortes e procure por Organizações onde eles serão valorizados. Você só tem uma chance de dar certo na sua carreira: quando o cargo exige de você o que você tem de melhor, e não aquilo onde você não manda bem. 

E #ficaadica: assim como todos os seres humanos, você não é bom em tudo.

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Andrea Krug

Andrea Krug

Consultora especialista em Recursos Humanos, com uso de metodologias como gamificação e IA.